Por João Batista Sobrinho    

Dando sequencia ao nosso estudo observamos hoje:

6) Porque Jesus perdoava os pecados?

É muito interessante verificar em várias passagens evangélicas que Jesus se utiliza da expressão “teus pecados estão perdoados”, quando mais tarde veremos dentro da Doutrina Espírita a orientação que nós mesmos depuramos as nossas faltas através de resgates e reencarnações. Poderíamos então perguntar: Será que Jesus não sabia disso?


Com certeza Ele tem o conhecimento disso e muito mais, porém foi necessário a Ele adaptar sua linguagem à época em que viveu, onde as pessoas tinham a limitação intelectual e a tradição religiosa, necessitando de um referencial que os aliviasse de suas culpas, como acontece com tantas pessoas hoje.

No Mundo Invisível a reencarnação de Jesus foi planejada por milhares de anos e, assim, inúmeras pessoas reencarnaram de forma a auxiliá-lo no cumprimento de sua missão. Muitas delas já haviam cumprido os resgates referentes àquela reencarnação e não tinham mais o que sofrer no tocante ao mal que haviam praticado, por isso, os pecados já haviam sido perdoados, lavados com as reencarnações anteriores e o sofrimento passado naquela em que vivia.

Estas pessoas eram as que ele curava o corpo, porque a alma não tinha necessidades pendentes de resgates, as quais saíam de sua presença bem fisicamente, porém poderiam retornar a errar dali por diante, utilizando seu libre arbítrio, e assim cultivar novos resgates. Por este motivo Jesus as advertia: “não tornes a pecar, para que não te aconteça isso ou pior”.

Outras pessoas que o procuravam não podiam ser curadas do corpo naquela encarnação, pois tinham a necessidade de expungir com o sofrimento físico males anteriores, e ele “não veio destruir a lei”. A estas pessoas Jesus oferecia o conforto de suas palavras e o esclarecimento do papel da dor em nossas vidas, curando-os da alma. E estes saíam de lá muito mais aliviados do que chegaram, mais leves e comprometidos com a vida futura, pois entendiam que o sofrimento é oportunidade de reparação frente ao erro que causamos.




Paz com todos

João Batista Sobrinho
 

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